Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Sphenisciformes
Família: Spheniscidae
 Bonaparte, 1831
Espécie: E. chrysolophus

Nome Científico

Eudyptes chrysolophus
(Brandt, 1837)

Nome em Inglês

Macaroni Penguin


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Vulnerável

Fotos Sons

Pinguim-de-testa-amarela

Ameaçado de extinção

O pinguim-de-testa-amarela é uma ave Sphenisciforme da família Spheniscidae.

Na revisão de 2021 da Lista de Aves do Brasil pelo CBRO, o nome vernáculo desta ave foi alterado para pinguim-macaroni.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) eu = bom, bem; e dutës = mergulhador; e do (grego) khrusos = ouro, dourado; e lophos = crista; khrusolophus = com crista dourada. ⇒ Bom mergulhador com crista dourada.

Características

Mede 70 – 71 cm, 5,5 a 6,0 kg. Cabeça e face pretas. Lados da cabeça providos de um tufo de penas cor de laranja que vão da nuca até a região frontal. Partes superiores e garganta pretas; partes inferiores e faces inferiores das asas brancas. Bico marrom avermelhado com a íris avermelhada. Pés cor de rosa. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

Alimentação

Alimenta-se principalmente de krill, mas come também outros crustáceos, lulas e pequenos peixes. Mergulha a profundidades entre 20 e 80 metros para caçar.

Reprodução

Nidifica em colônias em diversas ilhas subantárticas e na península antártica. São particularmente barulhentos em colônias ao estabelecer territórios e formação dos pares. O ninho em si é um arranhão superficial no solo que pode ser revestido com alguns seixos, pedras ou grama, ou aninhado em uma moita de tufos de grama. Põe 2 ovos, sendo que o primeiro ovo posto é muito menor que o segundo. Apenas o segundo ovo produz filhote. A incubação é dividida entre a fêmea e o macho e dura aproximadamente 33 a 37 dias. Ambos os adultos perdem 36-40% do seu peso corporal durante este período. A partir do momento em que o ovo é chocado, é o macho que cuida do filhote recém-eclodido. Durante 23 a 25 dias o macho protege o filhote e ajuda a mantê-lo aquecido, uma vez que apenas algumas de suas penas cresceram. A fêmea traz comida para o filhote a cada um ou dois dias. Quando não estão sendo protegidos pelos pinguins machos adultos, os filhotes formam creches para se aquecerem e ficarem protegidos. Em cerca de 60-70 dias adquirem a pelagem de adultos e estão prontos para ir para o mar por conta própria.

Hábitos

Pelágico, seu habitat inclui a região subantártica. Depois da nidificação dispersam-se pelos mares do sul, entre maio e setembro, pela costa da Argentina. Muda de penas uma vez ao ano, época em que fica em terra e não se alimenta, pois não entra no mar para procurar comida.

Distribuição Geográfica

VA ( S ) ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Encontrado nas águas geladas subantárticas dos mares do sul e ilhas circumpolares, onde nidifica. Habita desde o sul das Ilhas Shetland às Ilhas Kerguelen. Alcança acidentalmente o extremo sul do Rio Grande do Sul, arrastado por correntes oceânicas.

Status de conservação: VU ( IUCN ).

Referências

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